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Essa foi uma pergunta que me fiz nas mais de 500 visitas a ONGs de todo Brasil. Nas palestras sobre captação de recursos em quase todas as regiões do país. Ajudando as organizações a montarem seus planejamentos de captação de recursos.

Nas ONGs, o número não é tudo. Pode até ser enganoso.

Uma organização de atendimento direto de saúde tende a impactar menos pessoas (e a um custo mais elevado) que uma que capacita professores, por exemplo. E não dá para dizer, só por isso, que uma tem sucesso e outra não.

Então o que seria uma ONG de sucesso?

Na minha visão: ONG de sucesso é aquela que consegue cumprir bem sua missão no dia-a-dia.

A missão é aquilo para que a ONG foi originalmente criada. Sua alma. A razão de ser.

Algumas têm isso escrito. Outras não.

Se essa missão foi forte o suficiente para juntar as pessoas e é seguida no dia-a-dia, acredito  que a ONG está tendo sucesso.

Considerando isso, vou apresentar aqui as 4 características das ONGs que considero de sucesso:

planilha planejamento recursos

1. ONGs de sucesso são financeiramente sustentáveis

Na enorme maioria das vezes em que constatei que uma missão foi deixada de lado, havia uma raiz comum: falta de recursos financeiros!

Sem recursos, a ONG acaba aceitando projetos fora da sua causa, perde pessoas importantes e vira um ambiente estressante, a ponto de minar o prazer diário.

E tudo isso vai afastando mais e mais a ONG da sua missão.

Por isso, é MUITO DIFÍCIL se manter na sua missão se mês após mês, ano após ano, a ONG não sabe como vai pagar o aluguel seguinte.

O que fazer para alcançar esta característica?

Ateste o estágio de maturidade da sua ONG na captação de recursos e comece já a agir para subir nesta cadeia.

Não tem um responsável pela captação? Promova um.

Não tem um orçamento anual? Crie um.

Não tem um planejamento da captação de recursos? Elabore o primeiro.

É muito difícil ser financeiramente sustentável sem estes elementos e é muito difícil cumprir sua missão sem ser financeiramente sustentável.

2. ONGs de sucesso constroem relações de longo prazo

Poucas coisas são mais destrutivas para construção de relações de longo prazo do que jogar repetidamente uma foto triste em grupos de whatsapp com um PIX e um pedido de ajuda.

Por trás desse comportamento está uma mentalidade de pedir-pedir-pedir que muito provavelmente gerará escassez no longo prazo e o desvio da missão.

O contrário disso são organizações que buscam não só pedir, mas fortalecer suas redes e ajudar todo ecossistema.

Isso independentemente do tamanho e de quanto captam.

ONGs transparentes e prestativas com o doador, sejam grandes doadores ou de valores menores, que firmam parcerias ganha-ganha e compartilham conquistas geram valor e constroem relações de longo prazo

Essa rede é o que vai trazer abundância e dar suporte para manter a missão em prática no dia-a-dia.

O que fazer para alcançar esta característica?

Por ser uma característica menos objetiva, não é tão fácil dar uma dica sobre ela.

Mas uma pergunta boa a se fazer é: há doadores que estão com você há anos? Ou eles vão e vem aleatoriamente?

Se você praticamente não tem doadores de longo prazo, vale começar a pensar sobre a mentalidade que move as relações construídas pela sua organização! Porque ninguém dura?

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3. ONGs de sucesso GERAM IMPACTO EFETIVO

Sua ONG é realmente necessária e realmente gera impacto social positivo? Posso te dizer com certa tranquilidade que milhares de ONGs não sabem responder a essa pergunta.

Sabe porque? Porque elas não medem impacto.

As demandas operacionais do dia-a-dia são tão grandes que não há tempo para pensar sobre o que está sendo feito. Nem medir.

Por isso, provavelmente há milhares de ONGs que existem sem causar um impacto significativo. Que se concentram fundamentalmente em sobreviver no próximo mês e usam os poucos recursos de forma pouco efetiva.

Sem gerar impacto efetivo, não estão cumprindo suas missões.

O que fazer para alcançar esta característica?

Meça seu impacto!

Crie projetos de captação de recursos e faça pelo menos três métricas de impacto claras, com números, que te permitam medir em um período pré-determinado se você está alcançando seus objetivos.

Sem isso você não tem como saber o impacto que realmente está causando – muito menos SE está causando algum.

4. ONGs de sucesso contam com pessoas comprometidas

Uma coisa que rapidamente aprendi apoiando projetos sociais é que, no fim das contas, sempre são pessoas.

A ONG mais conceituada do mundo com pessoas pouco comprometidas vai provavelmente começar a perder o rumo – e a missão – em breve. Uma ONG pequena e desconhecida com pessoas engajadas está cumprindo sua missão e fazendo um belo papel.

Ter as pessoas “certas” é especialmente complexo no terceiro setor, pois a parte salarial raramente é um atrativo (na verdade é quase sempre o oposto).

Mas é fundamental. No fim, estamos falando sempre de pessoas. E uma Associação, vale lembrar, tem esse nome porque é um conjunto de pessoas associadas.

O que fazer para alcançar esta característica?

Você com certeza não atrairá pessoas engajadas pelo salário. Não é assim que as ONGs costumam ser atrativas.

Mas há elementos que você pode oferecer para que sua ONG seja atrativa:

  • Crie um ambiente de trabalho leve em que as pessoas queiram estar
  • Tenha ética em todos os processos e faça as pessoas terem orgulho de fazer parte
  • Mostre internamente o impacto que está sendo gerado. Afinal, é para isso que todos estão ali
  • Mantenha-se fiel à sua missão. Essa é sua identidade e o que te torna atraente!

E ai, curtiu estas quatro características? Sucesso no terceiro setor não é quantidade de dinheiro captado nem quantidade de pessoas impactadas! Essa “conta” é bem mais complexa. E tenho certeza que você consegue chegar lá!

ferramentas gratuitas para organizações sociais

Em 2017, Anne Wilians tinha um sonho: gerar impacto social positivo a partir da sua atuação profissional. Para viabilizar esse sonho ela fundou o Instituto Nelson Wilians (INW) – organização social atrelada ao escritório de advocacia do seu marido, Nelson Wilians Advogados, um dos maiores do país.

O foco principal do instituto era apoiar com capital financeiro próprio organizações sociais ligadas a educação e direito que atendessem jovens ou mulheres. Também se destinaria a organizar ações de voluntariado da empresa, incluindo assistência jurídica gratuita para ONGs.

Com o tempo, Anne percebeu que poderia tornar seu modelo de atuação mais eficiente: “Ao longo do processo de gestão do INW, percebi que precisava de mais ferramentas. Sentia que poderia otimizar o trabalho. Com o recurso financeiro da empresa, poderia gerar mais impacto social positivo. Mas como? Eu não sabia”.

Foi nesse momento que Anne chegou na Norte. Ela contratou uma consultoria para reestruturar seu instituto empresarial, com foco na reestruturação do processo de doação.

O diagnóstico inicial da consultoria foi que o INW estava gastando uma grande quantidade de tempo e de recursos financeiros com projetos próprios: “A primeira coisa que o Marcos nos mostrou é que seria muito mais fácil entregar o recurso financeiro para uma organização parceira ao invés de criarmos iniciativas gerenciadas pelo próprio instituto”.

A partir deste diagnóstico, teve início a construção do processo de doação. O formato escolhido foi o de edital, ou seja, uma chamada pública com diretrizes pré-definidas para que projetos interessados concorressem aos valores ofertados.

Assim, em janeiro de 2020, foi lançado o 1º edital do Instituto Nelson Wilians – processo que despertava algum receio em Anne: “O INW nunca tinha trabalhado com edital antes. Quando o Marcos trouxe a proposta e quando o edital começou a ser executado fiquei insegura. Era um passo de muita exposição. Teríamos um bom número de inscritos? Seríamos questionados por algum critério?”

Mas o resultado foi excelente: “O Marcos foi nos acalmando e dando segurança para o processo. Ele já tinha muita experiência no assunto e sabia o que ia acontecer em cada passo. No fim, o edital foi um grande sucesso e adotamos este como processo permanente de doação para os próximos anos. Vamos adotar, inclusive, para a escolha de ONGs que receberão assessoria jurídica gratuita do escritório”.

Após o término do edital, a execução das propostas aprovadas foi impactada pela pandemia, questão que o INW está ajustando no seu calendário.

Perguntada se recomendaria a consultoria da Norte, Anne completa: “Sem dúvida. Não apenas recomendaria como já recomendei. Além de ter ampla experiência e aportar inteligência no instituto, o Marcos ainda trouxe junto a rede de contatos. Ele conhece muita gente no terceiro setor e colocou isso à disposição do projeto. Outro detalhe que fez toda diferença é que mesmo após a entrega final ele se manteve super acessível e até hoje nos ajuda quando temos alguma questão específica!”

A estruturação e reestruturação de institutos e fundações é um dos produtos da Norte. Quer conhecer melhor? Clica aqui e dá uma olhada na nossa página de consultoria!

Você já fez um planejamento de captação de recursos para sua organização social?

A resposta da Beatriz Martins a essa pergunta, até 2020, era “Não”.

Bia, como é mais conhecida, iniciou as atividades do Olhar de Bia em 2006, quando tinha apenas 6 anos (sim, você leu certo!).

Desde lá, a vida dessa moradora de Guarulhos (SP) foi bem animada – para dizer o mínimo. Com 8 anos ela foi convidada a ser deputada federal Mirim em Brasília. Com 14, foi a vencedora da Categoria Agente Transforma do Meus Prêmios Nick, da Nickelodeon, com 240.000 votos populares. Em 2016, carregou a tocha olímpica.

Em paralelo, o Olhar de Bia foi se estruturando. Formalizou-se em 2013, expandiu as oficinas de arte, cultura e capacitação profissional e conquistou o respeito e aprovação na sua cidade. Mas, segundo Bia, faltava um detalhe:

“O Olhar de Bia sempre teve muita visibilidade, com matérias e prêmios. Mas isso não gerou retorno financeiro. Sabíamos que nossa sustentabilidade viria de pessoas físicas e de pessoas jurídicas. Mas na hora de captar a coisa não acontecia, não andava. A gente não sabia como resolver isso. Como chegar? Como pedir? Qual a forma? Faltava expertise”.

Em 2020 a Bia conheceu a Norte. Segundo ela, a primeira conversa já mudou sua perspectiva:

“Na primeira vez que conversamos com a Norte já notei que era hora de unir o amor que tínhamos pela causa a uma parte técnica. Havia uma forma melhor de fazer as coisas, e a Norte poderia nos indicar este caminho. Precisávamos aprender com quem já fazia havia muito tempo”.

Depois desta primeira conversa, a Bia contratou a Norte para elaborar em conjunto o planejamento da captação de recursos do Olhar de Bia.

Para ela, o início já foi surpreendente:

“Vocês têm muito conhecimento prático, mas se preocuparam em primeiro lugar em entender a nossa realidade. Tiveram a sensibilidade em fazer, antes de qualquer coisa, uma imersão”.

O dia da oficina de elaboração do planejamento também foi uma surpresa:

“A oficina ocorreria durante 8 horas em um sábado. Sinceramente, achei que seria mais do mesmo, aquela conversa de sempre sobre captação de recursos… e que fosse demorar muito. Mas não. Nada disso aconteceu. A hora passou voando e nosso horizonte se abriu de uma forma até difícil de explicar. Depois, se tornou muito simples captar. Mudamos a cultura que nós tínhamos. Deixamos de achar que captar é difícil, que as pessoas não querem doar. Dava para ser diferente”.

Os resultados apareceram logo:

“A primeira reunião depois do planejamento já foi totalmente diferente. Fechamos com uma empresa parceira. Nos últimos meses também desenvolvemos nosso programa de doadores recorrentes. Estamos seguindo o que foi planejado e já estamos colhendo frutos”.  

Quando perguntada se recomendaria o planejamento de captação de recursos da Norte para outras organizações, Bia foi enfática:

“Sim! Sem dúvida! A Norte mescla muito bem um lado mais pragmático de meta e plano de ação com o amor e a sensibilidade pela causa. Hoje minha referência são vocês e os seus conteúdos”.

O planejamento da captação de recursos é um processo bem prático dividido em 3 partes: imersão na organização, realização de oficina de revisão do planejamento.

O objetivo é que a organização finalize o processo com um plano para executar de forma prática sua captação de recursos. A ONG precisa disponibilizar, aproximadamente, 4 horas para preparação, 8 horas para realização de oficina e 2 horas para revisão do planejamento.

Se interessou? Clique aqui e peça um orçamento!

Vamos adorar estar ao seu lado nesta jornada 😊