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É impossível falar de ESG sem falar de mercado financeiro e de investimentos.

Em 2004 a sigla “ESG” foi divulgada em larga escala pela primeira vez. A publicação responsável foi o relatório Quem se importa vence, do Pacto Global da ONU. Nele, a organização convidava o mercado financeiro a integrar definitivamente a busca por um mundo mais sustentável.

Devido a essa relação muito estreita entre mercado financeiro e ESG, considero FUNDAMENTAL que você entenda o que são “investimentos ESG”.

A ideia deste artigo é detalhar como funciona esta parcela crescente de investimentos e, principalmente, te mostrar como você pode preparar sua empresa para receber estes recursos.

Para começar: o que chamamos aqui de investimentos tradicionais?

“Investimento ESG” é uma derivação dos “investimentos tradicionais” – expressão que usarei algumas vezes no texto.

Mas o que seria, então, este “tradicional”?

Um investimento, como você já deve saber, consiste em aplicar capital para multiplica-lo no futuro.

Até o século XX, os investimentos, que aqui chamo de “tradicionais”, se concentravam em um objetivo principal e quase único: maximizar os retornos.

Milton Friedman, por exemplo, um famoso economista do século XX, defendia que a única função das empresas era apenas maximizar o retorno dos acionista. O dos investidores, por consequência, buscar o máximo de lucro por investimento.

O que é “Investimento ESG”?

Considerando estas informações acima, o que seria, então, “Investimento ESG”?

De forma resumida, investimento ESG é uma estratégia de investimentos que considera, para a tomada de decisões, dados não financeiros e como a empresa se posiciona em questões ligadas à sustentabilidade.

A decisão de investimento, evidentemente, não desconsidera aspectos “tradicionais”, como cenário macroeconômico, estratégia corporativa e relatórios financeiros. Mas, ao lado deles, também dá igual importância a aspectos ESG.

Repare que aqui há uma diferença fundamental: o objetivo deixa de ser apenas maximizar o retorno dos investidores. 

É claro que, assim como “investimentos tradicionais”, investimentos ESG também têm como principal objetivo a busca por retornos financeiros derivados do desempenho da empresa-alvo. 

No caso dos investimentos ESG, entretanto, entende-se que aspectos ligados à sustentabilidade também geram valor e devem ser considerados.

Esta imagem abaixo sintetiza as diferenças entre investimentos tradicionais e ESG. As duas colunas cinzas, à direita, contrapõem as diferenças dos tipos de investimento:

Quais aspectos são considerados em investimentos ESG?

Já vimos aqui que investimentos ESG, ao contrário dos tradicionais, consideram que a geração de valor em longo prazo depende do bom funcionamento de aspectos de governança, sociais e ambientais.

Mas o que seriam exatamente cada um destes aspectos? Este gráfico ajuda a delimitar esta agenda, tomando por base a norma ABNT PR 2030:

Imagem radiocentrica exibindo os temas e critérios ESG segundo a ABNT PR 2030

Ambiental

Com relação aos aspectos ambientais, temos:

Mudanças climáticas

Principal megatendência ambiental hoje no mundo. Como o nome diz, fala sobre as evidentes mudanças pelas quais o clima planetário passa.

Recursos hídricos

É a parte do pilar ambiental que se refere à água e ao seu bom uso.

Biodiversidade e serviços ecossistêmicos

Tema que aborda a variabilidade de organismos vivos e os benefícios gerados pelos ecossistemas para a sociedade.

Economia circular e gestão de resíduos

Economia circular é o sistema econômico que mantém o fluxo circular dos recursos, para evitar a produção de resíduos.

Gestão ambiental e prevenção da poluição

Tema sobre a busca de equilíbrio entre proteção ambiental, a prevenção da poluição e as necessidades sociais e econômicas.

Social

Com relação aos aspectos sociais, temos:

Diálogo social e desenvolvimento territorial

Aborda a relação entre empresa e stakeholders externos, com foco nas comunidades do entorno.

Direitos humanos

Tema que fala mais diretamente da relação entre empresas e direitos humanos (a base da agenda ESG) – aqui com ênfase na força de trabalho.

Diversidade, equidade e inclusão

Tema em alta na agenda ESG, que ressalta a importância de um ambiente diverso e inclusivo nas empresas.

Relações e práticas de trabalho

Aborda a relação da empresa com colaboradores e colaboradoras. Abrangente, compreende assuntos diversos e relevantes, como saúde mental e planos de carreira.

Promoção de responsabilidade social na cadeia de valor

Como o nome aponta, este tema fala sobre a relação da empresa com stakeholders externos da sua cadeia de valor.

Governança

Com relação aos aspectos de governança, temos:

Governança corporativa

Tema que aborda aspectos gerais da governança, ou seja, o sistema pelo qual as organizações são dirigidas, administradas e monitoradas, e sua relação com sustentabilidade.

Conduta empresarial

“Tema quente” do pilar, uma vez que engloba assuntos “em alta” da agenda ESG, tais como compliance e anticorrupção.

Práticas de controle e gestão

Como o nome sugere, este tema se aprofunda nas práticas que buscam reforçar a supervisão e o monitoramento da atividade empresarial, tais como as famosas auditorias externas.

Transparência na gestão

Último tema do pilar de governança, aborda as práticas que devem ser implementadas para dar pleno acesso à informação para todas as partes interessadas. – incluindo relatórios de sustentabilidade.

Estratégias de investimento ESG

Investidores que adotem estratégias de investimento ESG necessariamente avaliarão alguns destes aspectos acima na hora de escolher uma empresa.

Porém, há diferentes formas, ou estratégias, de aplicar estes pilares na análise.

Sendo mais preciso, há 5 tipos de estratégias de investimento principais considerando aspectos ESG.

Vou detalhar cada estratégia abaixo, pois considero muito importante que você se aproprie de cada uma delas para saber de qual sua empresa pode se beneficiar no futuro!

  1. Triagem

O investidor que segue essa estratégia eliminará sua empresa caso ela não se afine com práticas ESG ou faça parte de um setor que não se afine com estas práticas.

Provavelmente você encontrará um investidor deste tipo. É a estratégia de investimento ESG mais difundida, sendo responsável pela alocação de US$ 21 bilhões no mundo em 2016.

A triagem pode ser dividida em:

Triagem baseada em normas – Retira da análise empresas que não estão em conformidade com padrões internacionais.

Triagem exclusiva – Desconsidera inicialmente setores polêmicos (armas, por exemplo). Posteriormente verifica as práticas ESG dos potenciais alvos, cujo desempenho é comparado a concorrentes, ao mercado ou a benchmarks.

Desinvestimento – Desinvestimento súbito em empresas e setores não alinhados a práticas ESG. É adotado por investidores que decidem implementar práticas de investimento ESG.

  1. Integração ESG

Tenha muita atenção também a esta estratégia! É a segunda estratégia ESG mais difundida no mundo, com US$ 10 bilhões de ativos sob gestão em 2016.

Mas como saber se sua empresa é elegível? A integração ESG combina a abordagem tradicional de investimentos com critérios ESG na avaliação de alvos potenciais. 

Em outras palavras, análise dos potenciais retornos financeiros somada à consideração das práticas ESG da empresa. Esta avaliação pode, por exemplo, ser retirada de rankings. Por isso, pode ser interessante checar se sua empresa faz parte de algum.

  1. Engajamento

Se sua empresa é investida por algum fundo de private equity que leva em conta critérios ESG, por exemplo, possivelmente você já experimentou esta modalidade.

Segundo a estratégia do engajamento, o acionista usa seu poder para efetivamente guiar a empresa na implementação de uma agenda ESG. Ao contrário das outras, este estímulo vem de de fora pra dentro, com o investidor tendo um papel ativo. 

  1. Best-in-class

Nesta modalidade, que contava em 2016 com US$ 1 bilhão em patrimônio sob gestão, sua empresa seria elegível para investimentos caso ela estivesse entre as melhores do setor em práticas ESG.

A best-in-class, assim, divide as empresas em setores e as classifica usando critérios ESG. Apenas as melhores recebem investimento.

A diferença para a triagem exclusiva é que, ao passo que na triagem todas as opções estão pré-selecionadas contanto que fiquem acima de um critério mínimo, na best-in-class apenas as melhores são elegíveis.

  1. Investimentos focados

Entre as estratégias de investimento ESG, a de investimentos focados ainda é a menor, com US$ 500 milhões de patrimônio sob gestão em 2016.

Segundo esta nascente modalidade, um investidor consideraria sua empresa caso ela fosse referência em algum aspecto da agenda ESG – como, por exemplo, mudanças climáticas ou diversidade de força de trabalho.

Quais as vantagens competitivas de implementar ESG na sua empresa?

Porque uma empresa que implementa a agenda ESG é mais atrativa para investimentos? Seria só uma questão de imagem?

Fundamentalmente, não. Cumprir critérios ESG é uma vantagem competitiva primordial para empresas, que vai muito além da comunicação. 

Abaixo vou mostrar porque sua empresa será mais competitiva implementando esta agenda.

Melhores resultados financeiros

Investidores estão atrás de empresas que se valorizam. Até ai, nenhuma novidade.

Mas será que ESG impacta nisso? De acordo com estudos, sim!

Empresas que descobrem quais questões ESG são mais estratégicas para seu negócio têm melhor desempenho do que seus concorrentes.

Robert Eccles, professor de Harvard, acompanhou o desempenho de 180 empresas entre 1992 e 2010, sendo 90 delas consideradas sustentáveis e 90 não-sustentáveis. O resultado é que as sustentáveis tiveram desempenho financeiro consistentemente melhor.

A conclusão do estudo é que os melhores resultados financeiros costumam vir da redução de custos, mitigação de multas, acesso a novos mercados e outros fatores ligados à implementação de uma agenda ESG. 

Imagem e reputação da marca aprimoradas

Os millenials e a geração Z serão a grande força de trabalho e de consumo num futuro próximo. Mas o que isso tem a ver com ESG e com a sua empresa? Tudo.

Segundo um estudo da Deloitte, até o ano de 2025 teremos 75% da força de trabalho no mundo composta por Millenials (nascidos entre 1980 e 2000) e pela geração Z (nascidos entre 1995 e 2010). E estes são grupos que sabidamente valorizam o propósito representado por uma estratégia de sustentabilidade bem implementada.

Para você ter uma ideia, estudo realizado pela Nielsen em 2015 concluiu que 66% dos clientes relataram uma maior disposição para pagar por produtos amigáveis ESG em comparação com 33% da mesma pesquisa em 2013. E este número tende a crescer.

Assim, fica claro que aprimorar a imagem da empresa por meio de ações – legítimas – de ESG pode também contribuir para resultados financeiros positivos e atrair a atenção de investidores.

Diminuição de turnover

O turnover de funcionários pode representar custos para empresas. Contratação, treinamento, pagamento de recisões… todos esses fatores afetam a lucratividade e, por consequência, a atratividade da empresa para investidores.

Como dito logo acima, a enorme maioria da força de trabalho em um futuro próximo será composta por gerações que valorizam o propósito.

Implementar uma agenda ESG, assim, é uma forma de conferir propósito à sua estratégia e diminuir este turnover. Indiretamente, torna a empresa mais atrativa para futuros investimentos.

Maior acesso a fontes de investimento

Como já indiquei bastante por aqui, o volume de capital ligado a investimentos ESG é grande e vem crescendo. Mas, agora, vamos pontuar alguns números.

no Brasil, os ativos dedicados exclusivamente a ESG já somavam R$ 5 bilhões em 2022. Além disso, várias gestoras, como a FAMA Investimentos, já adotam critérios ESG para a tomada de decisão.

E, no Brasil, esta tendência ainda é nova e pequena em comparação com a América Latina. Quase 90% dos investidores desta parte das Américas já usam ou planejam usar fatores ESG para decidir se vão investir em um determinado negócio.

Na Europa esse movimento é ainda maior. Nos próximos anos, cerca de 60% dos fundos de investimento na Europa vão usar critérios ESG para embasar suas decisões. Segundo a PwC, isso corresponde a cerca de US$ 9 trilhões.

Outro indício que o investimento ESG vem crescendo é o “Principles for Responsible Investment”. O PRI é o maior proponente do investimento responsável no mundo, apoiado pelas Nações Unidas. A iniciativa reúne investidores do mundo todo comprometidos com o investimento sustentável, o que implica, essencialmente, a incorporação de fatores ambientais, sociais e de governança (ESG) em suas decisões de investimento.

Barreiras à evolução do investimento ESG

Como qualquer modalidade nascente e crescente, o investimento ESG também tem alguns obstáculos a superar para crescer nos próximos anos. Vamos avaliar os três principais:

Inconsistência das definições ESG

Não há, ainda, uma definição oficial e formal sobre o que é investimento ESG.

Por isso, é natural que ele ainda seja confundido com formas mais difundidas e antigas de aporte de recursos financeiros para geração de impacto positivo, como a filantropia.

Para mitigar esta confusão, seria interessante que as autoridades definissem claramente quais são os critérios ESG – como, por exemplo, o que se deveria considerar exatamente numa análise do aspecto social.

Um outro passo importante, que você pode implementar na sua empresa, é a educação da força de trabalho para explicar melhor as características de produtos ESG para potenciais investidores.

Descompasso entre horizontes de investimento

Os investidores, não raro, querem o maior retorno possível no menor intervalo de tempo. Em outras palavras, é comum que o comportamento deles seja muito pouco paciente.

Mas porque isso poderia ser uma barreira para o avanço dos investimentos ESG? Porque este é um tipo de investimento cujos retornos positivos podem demorar bem mais tempo.

Dando um exemplo fictício: imagine que duas indústrias dependam do fornecimento de água local. Uma delas despeja poluição nos rios enquanto outra, mais sustentável, investe em sistemas de tratamento para os manter limpos – o que gera custos extras de manutenção. 

Qual das duas tende a ter melhores resultados em longo prazo? Acho que todos concordamos que a segunda. 

Porém, em curto, talvez a primeira dê melhores resultados por não precisar investir em sistemas de coleta e tratamento de água.

Assim, se um investidor buscar o maior retorno possível no menor intervalo, talvez prefira a primeira indústria. Porém, uma estratégia de investimento ESG necessariamente escolherá a segunda – o que demandará uma paciência que os investidores não necessariamente estão dispostos a ter.

Um agravante para esta impaciência é que a remuneração dos gestores de fundos de investimentos também está atrelada a resultados de curto prazo, o que é um incentivo a mais para investimentos que deem resultados logo. Estes problemas podem ser mitigados com redefinição da estrutura de remuneração dos gestores – levando em conta aspectos ESG, por exemplo. Isso geraria outros gatilhos para a remuneração e seria um estímulo para que tivessem interesse em oferecer produtos mais “pacientes” para os investidores.

Falta de informações não financeiras confiáveis

Ainda não há obrigatoriedade das empresas em informarem seus dados ligados à sustentabilidade.

Além de gerar uma escassez de informações, esta não obrigação gera também uma falta de padronização na divulgação dos informes.

Por tudo isso, é significativamente mais complexo achar informações ligadas à sustentabilidade do que informações financeiras.

No contexto coletivo, esta realidade poderia ser transformada caso a CVM obrigasse as empresas listadas a divulgarem suas informações – como já é feito na Europa e nos EUA. A Resolução CVM 59, que vigora atualmente, apenas sugere a divulgação.

No contexto específico, você pode disponibilizar estas informações da sua empresa seguindo os melhores padrões disponíveis.

Aproveitando o gancho, vou te falar como isso pode ser feito.

Como implementar – e divulgar – uma estratégia ESG na sua empresa

Até aqui, concluímos que a implementação da agenda ESG na sua empresa pode atrair a crescente soma de capital que segue estratégias ligadas a “investimentos ESG”.

Considerando isso, te convido a ler esse passo-a-passo de como implementar esta agenda na sua empresa.

Passo 1 – Diagnóstico ESG

Objetivo: Elaborar um documento com o que sua empresa já faz nos pilares ESG 

O que sua empresa já faz de ESG? Diagnosticar isso deve ser o primeiro passo para a formulação da sua estratégia.

Entreviste todas as áreas e ateste o que já está sendo feito nos pilares ambiental, social e de governança.

Passo 2 – Mobilização

Objetivo: Criar um comitê de engajamento

Feito isso, defina quem serão os guardiões da agenda ESG.

Mobilize pessoas de várias áreas e crie um comitê, que será responsável por acompanhar os próximos passos e comunicá-los para o restante da empresa.

Passo 3 – Avaliação de Materialidade

Objetivo: Criar uma matriz de materialidade

Agora é a hora de decidir quais os temas da ampla agenda ESG que serão abordados pela sua estratégia.

Mas como fazer esse corte? É preciso avaliar a materialidade.

Quando falo em “materialidade”, falo sobre “relevância”. Ou seja, aqui falamos da construção de uma matriz que vai apontar quais temas ligados à agenda ESG são relevantes para sua empresa.

Nesta etapa você deve entrevistar stakeholders internos e externos para definir quais são os temas mais relevantes para eles.

Estes temas devem ser dispostos em uma matriz. Cada um dos pontos indicados por essa matriz como relevantes serão os “temas materiais”. E é em cima desses temas materiais que sua estratégia será montada.

Passo 4 – Planejamento

Objetivo: Traçar metas e objetivo ESG para sua empresa

Uma vez que você já saiba quais os temas da ampla agenda ESG que sua empresa abordará, você deve montar a estratégia de implementação. Aqui algumas etapas que você pode seguir:

  • Levantar informações do diagnóstico ESG
  • Complementar com análises setoriais (SWOT e Porter)
  • Usar a matriz de materialidade como direcionadora
  • Listar os grandes objetivos que precisam ser alcançados
  • Determinar metas com prazos para cada um dos objetivos
  • Destrinchar os objetivos em ações concretas
  • Alocar um responsável para cada uma das ações
  • Listar os indicadores que serão mensurados

Passo 5 – Relatório

Objetivo: Fazer um relatório de sustentabilidade

Por fim, é hora de você comunicar para a sociedade o que está fazendo na sua empresa.

O relatório de sustentabilidade é um documento anual que compila todas as ações ESG relacionadas à sustentabilidade da empresa. Ele começa com a boa organização dos indicadores e dados que serão usados para embasar a sua escrita.

É importante que esse relatório siga as práticas do GRI (Global Reporting Initiative) e do SASB (Sustainability Accounting Standards Board). Estes são os modelos internacionalmente aceitos, que facilitam o acesso aos dados por potenciais investidores.

Uma palavra final

“Investimentos ESG” é um conceito que está crescendo e veio para ficar!

Por isso, é aconselhável que você prepare sua empresa para atrair esses capitais.

Conte conosco neste movimento! Podemos desenvolver todos os passos para que sua empresa seja bem avaliada por investidores ESG.

Mande um e-mail para marcos@meunorte.com.br e teremos prazer em te assessorar em todo processo!